Como precificar um contrato de limpeza terceirizada
As 5 camadas de custo, exemplo com posto 44h, piso de sobrevivência e como defender o preço.
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Você não defende preço explicando a sua planilha. Defende mostrando o que o cliente compra além das pessoas: risco reduzido, continuidade da operação, conformidade trabalhista e tributária, e um interlocutor que resolve.
Quando o concorrente está mais barato, três coisas são possíveis: ele errou a conta e vai falhar na execução ou pedir aditivo; ele tem uma eficiência real que você não tem; ou está comprando o contrato no prejuízo pra tomar mercado. Seu trabalho é descobrir qual é — e, se for o primeiro ou o terceiro caso, mostrar isso ao cliente sem falar mal de ninguém.
O cliente que só olha o valor mensal ignora o custo de trocar de fornecedor no meio do contrato, o custo de um passivo trabalhista que respinga nele por responsabilidade subsidiária, o custo de um SLA furado, e o custo do tempo dele gerenciando um fornecedor que não entrega.
"Meu preço é 8% maior e te custa 20% menos de dor de cabeça" é um argumento — se você conseguir provar.
Quando ouvir "tenho uma proposta 15% mais barata", não entre em pânico e não cubra na hora. Pergunte: "posso ver a composição dessa proposta?" Muitas vezes o cliente mostra, e você identifica o que faltou — reserva técnica, um benefício da CCT, um posto a menos.
Se não puder ver: "num contrato como o seu, uma diferença de 15% quase sempre significa que alguém não colocou a cobertura de férias ou está abaixo do piso da convenção. Se for isso, você vai sentir na execução por volta do terceiro mês, quando a equipe começar a girar. Prefiro te dar o número que se sustenta os 24 meses inteiros."
Nunca desqualifique o concorrente pelo nome. Fale da estrutura da conta.
Raramente. Só se você identificar que a diferença é uma eficiência real que você também consegue ter — uma rota de material mais barata, um posto que dava mesmo pra tirar — e ainda assim ficando acima do seu piso. Cobrir preço no susto é começar o contrato já perdendo.
Quando o preço que ganha está abaixo do seu piso de sobrevivência. Perder esse contrato é a decisão mais lucrativa do mês: você não passa 24 meses pagando pra trabalhar, e libera equipe e atenção pra um contrato que dá margem.
Cliente que escolheu o mais barato e se queimou volta. Deixe a porta aberta: "quando esse contrato não estiver entregando o que você precisa, me liga. O número vai ser o mesmo, porque é o número certo."
Baixar o preço na primeira objeção, sem entender de onde vem a diferença. Você ensina o cliente que o seu primeiro preço era inflado, perde autoridade pro resto da negociação e para o próximo contrato.
E se o cliente é público e a licitação é só por menor preço?
Aí o jogo acontece antes, no edital — com impugnação de planilha inexequível — e depois, na fiscalização do contrato. Preço abaixo do custo em licitação é passível de questionamento por inexequibilidade.
Quanto acima do concorrente ainda é defensável?
Não existe número fixo. Diferença de 5% a 12% se defende com valor. Acima disso, ou você tem um diferencial muito concreto, ou provavelmente há gordura na sua proposta pra revisar.
Devo mostrar minha composição de custos pro cliente?
Mostre a lógica — os módulos, o piso da CCT, a reserva técnica. Não a sua planilha interna com percentuais de lucro e custo indireto.
O cliente disse que vai fechar com o mais barato. Acabou?
Não necessariamente. Registre por escrito, de forma cordial, os pontos de risco que você identificou na proposta concorrente. Se der problema, você é o primeiro a ser chamado.
Próximo passo
Me chame no WhatsApp e me conte como está sua operação hoje. Se fizer sentido, você conhece o Precificação Blindada para Facilities — 30h de engenharia de custos, piso de sobrevivência, geração de valor e defesa de preço, com certificado.
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